Trump assegura não estar “à procura de guerra” com o Irão na véspera de novas sanções

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O Presidente dos EUA, Donald Trump, assegurou este domingo não estar “à procura de guerra” com o Irão. A garantia foi dada no programa “Meet the Press” da NBC depois de um comandante militar iraniano ter avisado que qualquer conflito na região do Golfo poderia espalhar-se descontroladamente e ameaçar as vidas das tropas americanas.

Trump reafirmou que irá impor novas sanções a Teerão, ao mesmo tempo que manifestava vontade de fazer um acordo para impulsionar a economia iraniana em declínio.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, reiterou que Washington estava preparada para negociar com Teerão sem condições prévias. “Eles sabem exatamente onde nos encontrar”, referiu Pompeo, que está de visita à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos para garantir que os Estados Unidos estão “estrategicamente alinhados” com esses países, que são rivais regionais do Irão.

Ação militar está “sempre em cima da mesa”, diz Trump Na quinta-feira, Teerão abateu um drone dos EUA. As autoridades iranianas insistem que estava a sobrevoar o seu território, enquanto Washington sublinha que se encontrava em espaço aéreo internacional. Mais tarde, Trump afirmou ter cancelado um ataque aéreo militar de retaliação porque este teria matado 150 pessoas. E se, por um lado, disse que a ação militar está “sempre em cima da mesa”, por outro, mostrou-se disponível para chegar a um acordo com o Irão que, segundo ele, reforçaria a economia enfraquecida do país. “Vamos chamar-lhe: ‘vamos tornar o Irão grande outra vez’”, conjeturou.

No sábado, o Presidente norte-americano escreveu no Twitter: “O Irão não pode ter armas nucleares! Sob o terrível acordo de Obama, estariam a caminho do nuclear num curto número de anos, e a verificação existente não é aceitável. Vamos impor sanções adicionais ao Irão na segunda-feira. Aguardo ansiosamente o dia em que as sanções são levantadas e o Irão se torna novamente uma nação produtiva e próspera – quanto mais cedo, melhor!”

Ver Twitter “Irão enfrentará qualquer agressão ou ameaça da América” “Independentemente de qualquer decisão que [os EUA] tomem, não permitiremos que nenhuma das fronteiras do Irão seja violada. O Irão enfrentará qualquer agressão ou ameaça da América”, disse no sábado o porta-voz do Ministério iraniano das Relações Exteriores, Abbas Mousavi, à agência de notícias Tasnim.

Para provar que o drone tinha sido abatido em território iraniano, o ministro das Relações Exteriores de Teerão, Javad Zarif, publicou um mapa no Twitter com coordenadas que alegadamente mostram o aparelho a sobrevoar águas territoriais iranianas.

Ver Twitter Em resposta, Mike Pompeo reafirmou que os Estados Unidos mostraram “sem qualquer dúvida” que o drone estava em espaço aéreo internacional.

Europa insiste em resolução política da crise Entretanto, o secretário de Estado britânico para o Médio Oriente, Andrew Murrison, anunciou no domingo ter mantido conversações “abertas, francas e construtivas” com representantes governamentais iranianos em Teerão. “Reiterei a convicção do Reino Unido de que o Irão é quase de certeza responsável pelos ataques recentes contra petroleiros no Golfo de Omã e pedi para que essa atividade parasse”, acrescentou, citado pela Euronews .

Também a chanceler alemã, Angela Merkel, apelara na véspera a uma resolução política da crise, declarando: “É nisso que estamos a trabalhar.”

O Irão ameaçou violar o acordo internacional de 2015, que prevê o alívio das sanções económicas em troca da suspensão das atividades nucleares, se os signatários europeus não o protegessem, escudando Teerão das sanções americanas. “Os europeus não terão mais tempo para lá de 8 de julho”, lembrou a diplomacia iraniana, referindo-se ao prazo de dois meses definido por Teerão em maio, no primeiro aniversário da retirada unilateral dos EUA do acordo.