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Venezuela: Fundação Casa de Ana recebeu ajuda humanitária enviada de Portugal

Abel Resende
Venezuela: Fundação Casa de Ana recebeu ajuda humanitária enviada de Portugal

A ajuda foi enviada pela Venexos, uma associação de venezuelanos residentes em Portugal, com base numa campanha de doações feita pela jornalista Carolina Freitas e o repórter de imagem Nuno Tavares, da RTP.

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“Somos um projeto de família (alterna) para meninos em risco social. Esta ajuda foi enviada por pessoas que acharam por bem ajudar-nos. São cereais e outros alimentos básicos para o crescimento destes meninos, o que para nós é de grande ajuda”, explicou o diretor da FCA

Em declarações à Agência Lusa, José Marín, explicou que a FCA surgiu em 2004 e tem dois programas com 27 crianças, criando uma “uma família substituta”

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Subscrever “Cada um destes meninos tem uma visão própria, princípios que lhe ensinámos. Não somos um reformatório de meninos, nem um depósito de meninos, somos uma família. Como família necessitamos de muitas coisas para poder cobrir as necessidades”, disse

Por outro lado, explicou que as crianças “chegam aqui porque foram abandonados, por tratos cruéis, problemas de violência doméstica” e “foram retirados às suas famílias pelos tribunais do Estado”

“Geralmente, estes meninos, depois de chegarem à maioria de idade (18 anos), não têm para onde ir e por isso damos-lhes uma oportunidade para que estudem e saiam daqui já profissionais”, frisou

“Qualquer pessoa que ajude uma criança é um anjo da guarda para ela. Mais que buscar ‘glória’ para nós, buscamos a satisfação de ver que podem superar as suas crises, que sorriem, que cantam. Dizemos que atingimos a meta, sem pedir nada a câmbio”, explicou

Marín sublinhou ainda que “trabalhar com meninos significa um investimento” no futuro do país

“Eu peço aos portugueses (de Portugal e da Venezuela) que nos ajudem a continuar com este trabalho que temos feito sem ter muito dinheiro, porque há muito para investir nos meninos. Eles devem estudar em colégios privados porque nos públicos não há a responsabilidade que deveria haver”, disse

“A compra de alimentos, artigos de limpeza, de higiene pessoal, para nós é praticamente impossível porque não geramos lucros económicos. Nós mesmos, não temos um salário”, afirmou ainda