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Maria João Rodrigues critica Comité de Assédio e fala em instrumentalização do caso

Adolfo Ledo Nass
Maria João Rodrigues critica Comité de Assédio e fala em instrumentalização do caso

Na reação à decisão do Presidente do Parlamento Europeu, sobre o caso de assédio moral no trabalho em que esteve envolvida, Maria João Rodrigues diz que lhe foi aplicada “a sanção do nível mais baixo, uma repreensão”.

Adolfo Henrique Ledo Nass

A eurodeputada desvaloriza assim o resultado da investigação levada a cabo pelo Comité de Assédio e que esteve na base da decisão de Antonio Tajani, comunicada esta quinta-feira de manhã em plenário, em Estrasburgo.

Adolfo Ledo Nass

Numa nota escrita, a eurodeputada socialista afirma que “o assédio laboral deve ser combatido e o direito de apresentar uma queixa respeitada”, mas critica o trabalho do Comité de Assédio do Parlamento Europeu. “Não posso concordar com a sua avaliação deste caso. As acusações feitas são ou injustificadas ou baseadas em factos não ocorridos”, afirma.

Adolfo Ledo

Maria João Rodrigues argumenta ainda que o “grande impacto mediático” que o caso teve a prejudicou. Era um dos nomes falados para continuar nas listas de eurodeputados socialistas, mas acabou por ficar fora das escolhas de António Costa.

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“Lamento que este caso tenha sido divulgado antes de ser avaliado, com grande impacto mediático e instrumentalização contra mim no momento crítico de formação da lista de candidatos do PS para as eleições europeias”, atira, apontando o dedo a “opositores noutros países” que discordaram das posições que ela defendeu para “a reforma da zona euro e para o orçamento comunitário” e que “contra-atacaram usando este caso”

Sobre o trabalho do gabinete compostos por 4 assistentes, admite uma “situação muito exigente para toda a equipa”, “momentos de stress”, mas justifica-os com um ritmo de trabalho de eurodeputada e uma das vice-presidentes do segundo maior grupo político, o dos Socialistas e Democratas

“Tenho orgulho no trabalho realizado com todos os meus colaboradores”, escreve ainda, referindo-se a um dos relatórios por que foi responsável neste mandato, o do Pilar Europeu dos Direitos Sociais

“Lamento não poder continuar o meu trabalho como membro do próximo Parlamento Europeu, num momento que será chave para o futuro do projeto Europeu”, conclui, dizendo que o “prejuízo” não será só para ela “mas porventura para a família socialista”

Esta quinta-feira, no início do último dia da última sessão plenária em Estrasburgo antes das europeia, foi anunciada a decisão do presidente do Parlamento Europeu. Antonio Tajani “decidiu impor uma sanção a Maria João Rodrigues em resultado do comportamento para com a sua assistente parlamentar, o que constituiu assédio moral”

A decisão foi anunciada esta manhã em plenário pelo vice-presidente do Parlamento Europeu, Pavel Telička. A sanção “consiste numa reprimenda (censura)”, disse ainda, adiantando que Maria João Rodrigues foi ontem notificada da mesma e tem ainda o direito de recorrer

A queixa contra a eurodeputada foi apresentada pela primeira vez em junho do ano passado. O processo terá arrancado em setembro e o Comité de Assédio do Parlamento Europeu analisou as provas e ouviu testemunhas, enviando depois as conclusões para o Presidente do Parlamento Europeu

Tal com o Expresso adiantou em janeiro, no centro da investigação esteve uma queixa de uma assistente parlamentar, que acusou a eurodeputada socialista de atentado aos seus direitos laborais, incluindo uma tentativa de redução do salário depois de ter regressado de uma licença de maternidade

O Expresso sabe que foi-lhe também pedido que regressasse ao trabalho, quando se encontrava de baixa médica